Oxigênio, nitrogênio ou ar comprimido no corte a laser: como o gás afeta o custo?

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Ao calcular o custo de uma peça cortada a laser, é comum concentrar a atenção no material, no tempo de máquina e na velocidade de corte.

Mas existe outro componente que pode ter impacto relevante no custo do processo:

o gás utilizado no corte.

Oxigênio, nitrogênio e ar comprimido não são simplesmente alternativas equivalentes.

Cada opção pode produzir resultados diferentes conforme:

  • material;
  • espessura;
  • potência da máquina;
  • qualidade de borda desejada;
  • pressão utilizada;
  • consumo;
  • velocidade de corte;
  • operações posteriores que a peça receberá.

Isso significa que escolher o gás errado — ou simplesmente esquecer seu consumo durante a formação do custo — pode produzir um orçamento impreciso.

Para empresas que trabalham com muitos materiais e espessuras, o problema aumenta ainda mais: não existe um único consumo ou um único gás que possa ser aplicado corretamente a todos os trabalhos.

Neste artigo, vamos entender como oxigênio, nitrogênio e ar comprimido atuam no corte a laser, como cada um influencia o custo e como estruturar esses parâmetros corretamente para utilizá-los nos orçamentos.


Para que serve o gás no corte a laser?

Durante o corte, o feixe laser fornece energia para aquecer e processar o material.

O gás auxiliar — também chamado de gás de processo ou gás de corte — é direcionado para a região do corte e participa ativamente do processo.

Dependendo do gás utilizado, ele pode:

  • ajudar a expulsar o material fundido da fenda;
  • proteger a região contra determinadas reações com o ambiente;
  • participar de uma reação química que adiciona energia ao processo;
  • influenciar a qualidade da borda;
  • alterar velocidade e estabilidade;
  • afetar a necessidade de acabamento posterior.

Por isso, a escolha do gás não deve ser feita somente observando seu preço por metro cúbico.

Ela precisa considerar o resultado técnico e o custo total do processo.

Fabricantes de equipamentos e fornecedores de gases destacam que material, espessura, qualidade de borda, acabamento desejado, pós-processamento, pressão, vazão e tempo total de corte fazem parte da definição do gás adequado.


Oxigênio no corte a laser: como funciona?

No corte com oxigênio, ocorre uma diferença importante em relação aos gases inertes.

O metal aquecido reage com o oxigênio.

Essa reação de oxidação libera energia adicional e auxilia o feixe laser durante o processo de corte.

Por esse motivo, o oxigênio é tradicionalmente utilizado principalmente no processamento de aço carbono, especialmente em determinadas faixas de espessura.

A TRUMPF descreve o processo como corte por oxigás: o oxigênio entra na fenda, reage com o metal aquecido e a reação química fornece energia adicional ao processo.


Vantagens do oxigênio

Dependendo da máquina, material e espessura, o oxigênio pode proporcionar:

  • capacidade de corte de aço carbono em espessuras maiores;
  • menor necessidade de pressão em comparação a processos de alta pressão com gás inerte;
  • contribuição energética da reação de oxidação;
  • consumo volumétrico que pode ser menor em determinadas aplicações.

Mas não existe uma regra universal dizendo que oxigênio será sempre mais rápido ou mais barato.

Em máquinas modernas de alta potência, determinadas aplicações com nitrogênio, misturas ou outros processos podem apresentar produtividade superior.

Os parâmetros do fabricante e os testes reais da própria máquina devem sempre prevalecer sobre tabelas genéricas.


Qual é a principal desvantagem do oxigênio?

A própria reação que ajuda o corte produz uma consequência:

oxidação da borda.

Isso pode ser perfeitamente aceitável para determinadas peças.

Mas pode representar um problema quando o componente receber processos posteriores como:

  • pintura;
  • revestimento;
  • determinados processos de soldagem;
  • tratamentos superficiais que exijam borda sem óxido.

Nesses casos, pode ser necessário remover a camada oxidada, acrescentando uma operação posterior e, consequentemente, um novo custo.

A Bystronic destaca justamente esse ponto: o corte com oxigênio pode produzir uma camada oxidada que precisa ser considerada quando existem processos posteriores de pintura ou soldagem.

Portanto, analisar somente o preço do oxigênio pode levar a uma decisão econômica incorreta.

É necessário olhar:

gás + velocidade + qualidade + eventual retrabalho


Nitrogênio no corte a laser: por que ele é tão utilizado?

O nitrogênio é utilizado como gás inerte no chamado corte por fusão.

Nesse processo, o gás não fornece energia adicional por reação química da mesma forma que o oxigênio.

O laser realiza o trabalho de fundir o material, enquanto o nitrogênio ajuda a expulsar o metal fundido e protege a região de corte contra a oxidação provocada pelo contato com o ar.

A TRUMPF descreve o nitrogênio como gás inerte que não reage com o metal fundido, ajudando a expulsá-lo da fenda e mantendo a borda protegida contra oxidação.


Principal vantagem do nitrogênio: borda sem oxidação

Essa característica faz do nitrogênio uma opção importante quando a qualidade superficial da borda é relevante.

É muito utilizado em aplicações envolvendo materiais como:

  • aço inoxidável;
  • alumínio;
  • determinadas aplicações em aço carbono.

A escolha depende da máquina e do resultado necessário.

Uma borda sem óxido pode também reduzir ou eliminar determinadas operações posteriores.

Esse detalhe é importante para o orçamento.

Imagine duas alternativas:

Processo A

Gás mais barato, mas exige acabamento posterior.

Processo B

Gás aparentemente mais caro, mas entrega a peça pronta para a próxima operação.

Comparar somente R$/m³ não é suficiente.

A comparação correta deve considerar o custo total para entregar a peça conforme especificado pelo cliente.


Por que o nitrogênio pode representar um custo significativo?

Em muitas aplicações, o corte com nitrogênio trabalha com pressões e vazões elevadas.

Isso pode aumentar bastante o volume consumido durante um trabalho.

O custo real dependerá de fatores como:

  • preço do nitrogênio;
  • forma de fornecimento;
  • pressão;
  • bico;
  • vazão;
  • tempo de corte;
  • espessura;
  • quantidade de peças.

A própria evolução tecnológica das máquinas tem levado fabricantes a desenvolver processos especificamente destinados à redução do consumo de nitrogênio, evidenciando o peso que esse componente pode ter no custo operacional.


E o ar comprimido no corte a laser?

O ar atmosférico é composto principalmente por aproximadamente:

78% de nitrogênio

e

21% de oxigênio

além de pequenas quantidades de outros gases.

Por possuir oxigênio em sua composição, o comportamento do ar comprimido não é igual ao do nitrogênio puro.

Dependendo da máquina e da aplicação, o ar comprimido de alta pressão pode ser utilizado como gás auxiliar no corte.

A Bystronic aponta o ar comprimido como uma alternativa de interesse principalmente pelo potencial de redução do custo de gás em determinadas aplicações, inclusive em alumínio e, conforme exigência de qualidade, também em aço carbono e inox.


Ar comprimido significa gás praticamente gratuito?

Não.

Esse é um erro importante em cálculo de custos.

Mesmo que a empresa produza seu próprio ar e não receba uma conta em R$/m³ de um fornecedor externo, existe custo para gerar e preparar esse ar.

Podem fazer parte desse custo:

  • energia elétrica do compressor;
  • manutenção;
  • filtros;
  • secadores;
  • tratamento do ar;
  • investimento no compressor;
  • depreciação;
  • peças de reposição.

Além disso, corte a laser com ar comprimido pode exigir ar com características de pressão, limpeza e secagem muito superiores às de uma linha convencional de fábrica.

A Bystronic alerta que muitos compressores industriais comuns não produzem ar suficientemente limpo, seco ou em pressão adequada para o corte laser de alta pressão, podendo ser necessário um sistema dedicado com filtragem e secagem apropriadas.

Portanto:

Ar comprimido produzido internamente não significa custo zero.


Como calcular o custo do ar comprimido?

Existem duas formas gerenciais possíveis.

1. Custo separado por volume

A empresa calcula quanto realmente custa produzir um metro cúbico de ar adequado ao laser.

Por exemplo:

R$ 0,30/m³

Esse valor pode então ser cadastrado como custo unitário do processo.

2. Custo já incorporado em outro componente

Algumas empresas podem incorporar os custos do compressor, energia e manutenção dentro de outro centro de custo ou do custo hora da máquina.

Nesse caso, é preciso tomar cuidado para não contabilizar novamente o mesmo custo.

A regra é sempre a mesma:

cada custo deve entrar uma única vez na formação do preço.

No Laser Hub, portanto, cadastrar ar comprimido como R$ 0,00/m³ somente seria coerente quando a empresa deliberadamente decidiu contabilizar esse custo em outro componente.

Se o custo da geração do ar não estiver contemplado em nenhum outro lugar, tratá-lo como zero fará o orçamento subestimar o custo real.


Oxigênio, nitrogênio ou ar comprimido: qual é o mais barato?

Não existe resposta universal.

Observe três exemplos.

Oxigênio

Pode ter baixo consumo volumétrico em determinada aplicação e permitir o corte de aço carbono com boa produtividade.

Mas pode criar uma borda oxidada.

Nitrogênio

Pode apresentar custo de consumo superior, especialmente com grandes vazões.

Por outro lado, produz borda sem oxidação e pode reduzir processos posteriores.

Ar comprimido

Pode reduzir drasticamente o gasto com gases comprados de terceiros.

Mas exige:

  • compressor adequado;
  • energia;
  • manutenção;
  • filtragem;
  • secagem;
  • análise da qualidade obtida.

Portanto, o gás economicamente mais adequado depende de uma equação:

Custo do gás + tempo de processamento + qualidade necessária + operações posteriores


Como calcular o custo do gás no corte a laser?

Uma maneira direta de calcular é relacionar três informações:

Consumo

×

Tempo

×

Custo por unidade

Se o consumo estiver em metros cúbicos por minuto:

Custo do gás = Consumo (m³/min) × Tempo de corte (min) × Custo do gás (R$/m³)


Exemplo de cálculo

Imagine:

Nitrogênio: R$ 5,00/m³

Consumo: 1,5 m³/min

Tempo de corte: 4 minutos

Então:

1,5 × 4 × R$ 5,00 = R$ 30,00

Nesse exemplo:

o custo de nitrogênio correspondente ao corte é R$ 30,00.

Agora imagine um lote com várias peças.

O custo precisa acompanhar o tempo total correspondente à operação.


Por que não usar um valor fixo de gás por peça?

Porque duas peças podem exigir tempos muito diferentes.

Uma geometria pode possuir:

  • perímetro pequeno;
  • poucos furos;
  • corte rápido.

Outra pode possuir:

  • grande perímetro;
  • muitos contornos internos;
  • dezenas de perfurações;
  • maior tempo de máquina.

Mesmo que ambas utilizem exatamente o mesmo material e espessura, o consumo total de gás pode ser diferente.

Por isso, um método baseado em:

consumo por unidade de tempo × tempo efetivo

tende a representar melhor o processo do que simplesmente adicionar um valor fixo arbitrário para todas as peças.


Material e espessura alteram os parâmetros

Outro erro seria cadastrar:

“Nitrogênio = X m³/min”

e utilizar esse mesmo valor para qualquer situação.

A vazão necessária pode depender de:

  • máquina;
  • potência;
  • material;
  • espessura;
  • bico;
  • pressão;
  • tecnologia empregada.

Por isso, fabricantes trabalham com tabelas de parâmetros de processo.

O mesmo equipamento pode possuir configurações completamente diferentes para:

  • aço carbono de 3 mm;
  • aço carbono de 6 mm;
  • inox de 3 mm;
  • alumínio de 6 mm.

Não existe um consumo universal.


Velocidade e consumo precisam ser analisados juntos

Imagine duas configurações.

Configuração A

Consumo:

1 m³/min

Tempo:

10 minutos

Total:

10 m³

Configuração B

Consumo:

1,5 m³/min

Tempo:

5 minutos

Total:

7,5 m³

Embora a segunda configuração utilize mais gás a cada minuto, o trabalho termina muito mais rápido.

Consequentemente, pode consumir menos gás no total.

Esse exemplo mostra por que analisar apenas a vazão pode ser enganoso.

Para conhecer o custo real é necessário relacionar:

vazão + tempo de processamento


A velocidade de corte também afeta o custo da máquina

A escolha do gás pode ainda alterar outro componente:

o tempo de máquina.

Se determinada configuração permite cortar a peça mais rapidamente, ela pode reduzir:

  • custo hora apropriado ao trabalho;
  • ocupação do equipamento;
  • prazo de produção.

Portanto, o gás influencia o orçamento de duas maneiras:

diretamente, pelo consumo do gás;

e

indiretamente, pelo impacto que os parâmetros podem ter no tempo de processamento.


O custo do gás não deve ser contado duas vezes

Esse é outro problema comum em planilhas de precificação.

Imagine que a empresa já inclua uma estimativa de nitrogênio dentro do custo hora da máquina.

Depois, ao calcular a peça, acrescente novamente:

consumo de nitrogênio × preço por m³

Nesse cenário, o mesmo custo foi contabilizado duas vezes.

Se a empresa deseja trabalhar com consumo real por parâmetro — uma metodologia mais detalhada — faz sentido separar esse componente do custo base da máquina.

A estrutura precisa ser coerente.


Corte e marcação não são necessariamente o mesmo processo

Esse ponto merece atenção especial.

Uma peça pode possuir geometrias destinadas ao:

corte

e outras destinadas apenas à:

marcação.

Essas operações podem possuir parâmetros diferentes.

Por exemplo:

  • velocidade diferente;
  • tempo diferente;
  • custo adicional diferente;
  • gás/processo diferente;
  • consumo diferente.

Portanto, utilizar simplesmente o mesmo consumo de gás para todas as entidades do DXF pode gerar erro.


Como o Laser Hub diferencia corte e marcação?

No Laser Hub, os gases e processos são cadastrados separadamente com seu respectivo custo por unidade.

Por exemplo, a empresa pode cadastrar:

  • Ar Comprimido;
  • Nitrogênio;
  • Oxigênio;

e informar o custo correspondente em:

R$/m³

Depois, no cadastro dos parâmetros da máquina, a empresa define a configuração correspondente a uma combinação específica de:

  • máquina;
  • capacidade/potência;
  • material;
  • espessura.

É nesse parâmetro que podem ser definidos os dados utilizados pelo processo, como velocidade e gás adequado.

Assim, a metodologia não precisa assumir que:

“essa máquina sempre usa nitrogênio”

ou:

“todo aço carbono sempre usa oxigênio”.

A configuração pode acompanhar a situação real da operação.


O Laser Hub também permite tratar a marcação separadamente

Esse é um detalhe importante para uma composição mais precisa.

Quando a marcação está habilitada para determinada combinação, o Laser Hub permite configurar especificamente:

  • velocidade de marcação;
  • custo adicional de marcação por minuto;
  • gás/processo da marcação;
  • consumo correspondente à marcação.

Isso significa que corte e marcação não precisam compartilhar necessariamente o mesmo parâmetro.

Uma configuração pode, por exemplo, utilizar um determinado gás no corte e outro processo ou consumo durante a marcação, desde que essa seja realmente a configuração utilizada pela empresa.

O objetivo é representar o processo real.


Por que essa separação é importante?

Imagine uma peça cujo DXF possui:

5 minutos de corte

e

1 minuto de marcação.

Se o corte utilizar:

Oxigênio

e a marcação estiver configurada com:

Nitrogênio

o sistema precisa tratar esses dois consumos separadamente.

Uma estrutura simplificada poderia ser:

Custo do gás de corte

Consumo do corte × Tempo de corte × Custo do gás de corte

Custo do gás de marcação

Consumo da marcação × Tempo de marcação × Custo do gás de marcação

=

Custo total dos gases/processos

Esse é exatamente o tipo de detalhe que fica difícil de controlar manualmente quando um orçamento possui dezenas de DXFs.


O mesmo gás pode ter custos diferentes ao longo do tempo

O custo do gás também muda.

Podem existir alterações em:

  • preço do fornecedor;
  • contrato;
  • transporte;
  • aluguel de tanques;
  • geração própria;
  • energia elétrica;
  • manutenção.

Por isso, o cadastro deve ser revisado periodicamente.

Utilizar uma tabela criada anos atrás pode gerar diferença relevante em trabalhos que possuem grande consumo.


Não copie consumos encontrados na internet diretamente para a sua máquina

Este é um cuidado fundamental.

Valores encontrados em artigos, fóruns ou exemplos não devem ser utilizados automaticamente como parâmetros produtivos.

O consumo correto depende de:

  • modelo da máquina;
  • potência;
  • cabeçote;
  • bico;
  • pressão;
  • material;
  • liga;
  • espessura;
  • tecnologia do fabricante.

As próprias fontes técnicas ressaltam que os requisitos de pressão e fluxo são determinados de acordo com o equipamento e a aplicação.

Portanto:

utilize os parâmetros recomendados pelo fabricante da máquina e ajuste-os com base em testes reais da sua operação.

O Laser Hub não substitui essa definição técnica.

Ele utiliza os parâmetros que a sua empresa cadastrou para transformar essa metodologia em custeio.


Atenção aos valores mostrados em exemplos de sistemas

Da mesma forma, parâmetros exibidos em telas demonstrativas não devem ser interpretados como recomendações universais.

Um consumo cadastrado para:

  • determinada potência;
  • determinada espessura;
  • determinado material;

representa aquela configuração.

Outra máquina pode exigir valores completamente diferentes.

O objetivo do Laser Hub é justamente permitir que cada empresa cadastre a realidade dos próprios equipamentos, em vez de impor uma tabela genérica.


Como estruturar corretamente o custo de gás da sua máquina?

Um bom processo pode seguir esta lógica:

1. Cadastre os gases utilizados

Por exemplo:

Oxigênio

Nitrogênio

Ar comprimido

2. Determine o custo econômico de cada um

Utilize:

R$/m³

ou a unidade adotada pela metodologia da empresa.

3. Analise cada máquina

Máquinas diferentes podem possuir parâmetros diferentes.

4. Separe material e espessura

Não assuma um único consumo para tudo.

5. Cadastre a velocidade correta

A velocidade influencia diretamente o tempo.

6. Cadastre o consumo correspondente

Use dados técnicos confiáveis da própria operação.

7. Diferencie corte e marcação quando necessário

Não misture tempos e consumos de processos diferentes.

8. Revise periodicamente os custos

Preço do gás e custos de geração podem mudar.


Exemplo: por que dois orçamentos podem ter custos de gás muito diferentes?

Considere dois trabalhos.

Trabalho A

Material: aço carbono
Espessura: configuração A
Gás: oxigênio
Tempo total de corte: 10 minutos

Trabalho B

Material: aço inox
Espessura: configuração B
Gás: nitrogênio
Tempo total de corte: 10 minutos

Os dois possuem exatamente o mesmo tempo.

Mesmo assim, o custo de gás pode ser completamente diferente porque:

  • o gás é diferente;
  • o preço por m³ é diferente;
  • o consumo por minuto é diferente.

Agora acrescente ainda:

  • velocidades distintas;
  • marcação;
  • quantidades;
  • dezenas de peças.

Uma simples regra do tipo:

“adicionar R$ X de gás em cada orçamento”

deixa de representar corretamente a operação.


E quando um orçamento possui dezenas de DXFs?

É justamente nesse cenário que a automação começa a fazer diferença.

Imagine um trabalho contendo:

50 arquivos DXF

Cada arquivo pode possuir:

  • perímetro diferente;
  • quantidade de perfurações diferente;
  • tempo de corte diferente;
  • quantidade diferente;
  • geometrias de marcação diferentes.

Calcular manualmente:

tempo × consumo × custo

para cada situação aumenta bastante o trabalho operacional.

Quando os parâmetros da máquina já estão estruturados, um sistema especializado consegue utilizar essas configurações durante o custeio.


Como o Laser Hub utiliza esses parâmetros no orçamento?

No Laser Hub, a empresa primeiro configura sua realidade operacional.

Ela cadastra:

  • gases/processos;
  • custo por unidade;
  • máquinas;
  • materiais;
  • espessuras;
  • parâmetros de corte;
  • velocidade;
  • consumo;
  • parâmetros de marcação quando utilizados.

Depois, ao realizar um trabalho, o sistema utiliza a combinação correspondente à máquina, material e espessura selecionados.

Assim, o custo não depende de lembrar manualmente:

“Qual gás usamos nessa espessura?”

“Qual era mesmo o consumo?”

“A marcação usa o mesmo processo?”

Essas informações fazem parte do parâmetro configurado pela empresa.


O Laser Hub não decide qual gás sua máquina deve utilizar

Essa distinção é importante.

O Laser Hub não deve substituir:

  • manual da máquina;
  • tabela tecnológica do fabricante;
  • conhecimento do operador;
  • testes reais de processo.

Quem define o gás adequado é a empresa com base na tecnologia de sua máquina e nos requisitos da peça.

O Laser Hub faz outra coisa:

transforma essa decisão técnica em um parâmetro estruturado que pode ser utilizado repetidamente nos custeios.

Isso ajuda a evitar que cada novo orçamento dependa da memória do responsável.


Qualidade também tem custo

Uma das conclusões mais importantes deste assunto é:

o gás mais barato por metro cúbico não necessariamente produz a peça de menor custo.

Imagine economizar no gás e depois precisar realizar:

  • remoção de óxido;
  • lixamento;
  • retrabalho;
  • correção;
  • preparação adicional para pintura.

O custo total pode superar a economia inicial.

Da mesma forma, utilizar um gás caro quando a aplicação não exige aquela qualidade também pode aumentar desnecessariamente o preço.

A melhor escolha é aquela que atende:

qualidade exigida + produtividade + custo total


Oxigênio, nitrogênio ou ar comprimido: qual escolher?

De forma resumida:

Oxigênio

Frequentemente utilizado em aço carbono e processos nos quais a reação de oxidação auxilia o corte.

Atenção: pode produzir borda oxidada.

Nitrogênio

Gás inerte utilizado quando se deseja evitar oxidação da borda.

Muito comum em inox, alumínio e aplicações nas quais acabamento e processos posteriores são importantes.

Atenção: o consumo pode representar parcela relevante do custo.

Ar comprimido

Pode ser uma alternativa econômica em máquinas e aplicações compatíveis.

Atenção: pressão, secagem, pureza, filtragem, qualidade da borda e custo de geração precisam ser considerados.

Essas são orientações gerais.

A parametrização final deve seguir os dados da máquina e a qualidade exigida para a peça.


O gás deve fazer parte do orçamento de corte a laser?

Sim, quando representa um custo efetivo do processo.

Ignorá-lo pode fazer com que a empresa absorva silenciosamente parte dos custos produtivos.

Isso é especialmente relevante em operações com:

  • grande volume;
  • alto consumo de nitrogênio;
  • longos tempos de corte;
  • utilização frequente de gases de processo.

Uma diferença aparentemente pequena por peça pode representar um valor significativo quando multiplicada por centenas ou milhares de unidades.


Precificação correta começa com parâmetros corretos

Um software consegue automatizar cálculos.

Mas a qualidade do resultado depende dos parâmetros informados.

Por isso, antes de automatizar seus orçamentos, organize:

  • custo real dos gases;
  • consumo;
  • velocidade;
  • materiais;
  • espessuras;
  • máquinas;
  • processos de corte;
  • processos de marcação.

Depois disso, esses dados podem ser utilizados de forma consistente em cada novo trabalho.


Como o Laser Hub ajuda a evitar erros nesse processo?

O principal benefício está na centralização.

Em vez de manter informações espalhadas entre:

  • planilhas;
  • anotações;
  • tabelas da máquina;
  • memória do orçamentista;

a empresa cadastra sua metodologia no sistema.

Quando chega um novo trabalho, os parâmetros correspondentes já estão disponíveis.

Isso permite processar trabalhos com muitos DXFs mantendo uma metodologia consistente de custo.


Gás correto, consumo correto e preço mais seguro

Em uma operação de corte a laser, precisão não significa apenas produzir uma peça dimensionalmente correta.

Também significa saber:

quanto aquela peça realmente custa para ser produzida.

Oxigênio, nitrogênio e ar comprimido podem gerar resultados técnicos e econômicos diferentes.

Por isso, o gás deve fazer parte da análise de custos sempre que representar consumo relevante na operação.

Quando máquina, material, espessura, velocidade, gás e consumo são configurados corretamente, a formação do custo se torna muito mais consistente.

E quando corte e marcação são tratados separadamente, é possível representar ainda melhor aquilo que realmente acontece na máquina.


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Se sua empresa ainda calcula o consumo de gases manualmente ou utiliza valores genéricos em planilhas, faça um teste com a realidade da própria operação.

Cadastre:

  • sua máquina;
  • materiais;
  • espessuras;
  • gases;
  • custos por unidade;
  • velocidades;
  • consumos de corte e marcação.

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Perguntas frequentes sobre gases no corte a laser

Qual gás é usado no corte a laser?

Os gases mais comuns incluem oxigênio, nitrogênio e, em equipamentos e aplicações compatíveis, ar comprimido. A escolha depende da máquina, material, espessura e qualidade desejada.

Para que serve o oxigênio no corte a laser?

O oxigênio reage com o metal aquecido e libera energia adicional, auxiliando o processo. É muito utilizado em determinadas aplicações de aço carbono.

O oxigênio deixa a borda oxidada?

Sim. O processo envolve oxidação e pode formar uma camada de óxido na superfície cortada, o que deve ser considerado quando houver pintura, soldagem ou outros processos posteriores.

Para que serve o nitrogênio no corte a laser?

O nitrogênio atua como gás inerte, ajudando a expulsar o material fundido e proteger a borda contra oxidação.

Nitrogênio é sempre melhor que oxigênio?

Não. A escolha depende da aplicação. Qualidade, material, espessura, produtividade, custo e processos posteriores precisam ser avaliados.

Ar comprimido pode ser usado em corte a laser?

Sim, em máquinas e aplicações compatíveis. É necessário garantir pressão, qualidade, limpeza e secagem adequadas do ar.

Ar comprimido possui custo zero?

Não necessariamente. Mesmo sendo gerado internamente, existem custos de energia, compressor, filtros, secagem, manutenção e depreciação.

Como calcular o custo de gás no corte a laser?

Uma fórmula prática é:

Consumo do gás × Tempo utilizado × Custo por unidade

Por exemplo:

m³/min × minutos × R$/m³

O consumo é igual para todas as espessuras?

Não. Consumo e pressão podem variar conforme máquina, potência, material, espessura, bico e tecnologia utilizada.

O gás interfere no tempo de corte?

Pode interferir. O conjunto de parâmetros utilizado influencia produtividade e qualidade, portanto deve ser analisado junto com a velocidade de processamento.

Corte e marcação precisam usar o mesmo gás?

Não necessariamente. Dependendo do equipamento e da metodologia utilizada, corte e marcação podem possuir parâmetros, velocidades, consumos e até gás/processo diferentes.

O Laser Hub calcula o custo do gás?

O Laser Hub permite cadastrar gases/processos com seu custo por unidade e relacioná-los aos parâmetros da máquina. A partir dos parâmetros configurados pela própria empresa, o sistema considera esses custos durante o custeio.

O Laser Hub diferencia corte e marcação?

Sim. Os parâmetros permitem tratar a marcação separadamente, incluindo velocidade, gás/processo, consumo e eventual custo adicional de marcação.

O Laser Hub define automaticamente qual gás devo usar?

Não. A definição técnica deve seguir a máquina, as recomendações do fabricante e os critérios da própria empresa. O Laser Hub utiliza os parâmetros cadastrados para automatizar e padronizar o custeio.


Referências técnicas

Os princípios técnicos apresentados neste artigo foram confrontados com materiais de fabricantes e fornecedores especializados em corte a laser e gases industriais, incluindo TRUMPF, Bystronic e Air Products. O gás, pressão, vazão e demais parâmetros corretos devem sempre seguir as especificações do equipamento utilizado.

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